A vulnerabilidade e coragem são duas forças que, juntas, podem mudar completamente nossa vida. Eu parei pra entender isso tudo, baixei meu escudo de uma vez por todas, e comecei uma jornada que chamando de cura – das feridas do passado, das expectativas de futuro, e de tudo que eu não preciso ser ou provar.

A vulnerabilidade “pode ser entendida como a condição de risco em que uma pessoa se encontra” – dos mais variados possíveis. Tida como fraqueza pela maioria das pessoas, até por quem admira a vulnerabilidade no outro.

“Vulnerabilidade é a primeira coisa que eu procuro em você e a última que eu estou disposta a mostrar.
Em você, é coragem e audácia. Em mim, é fraqueza.
– Brené Brown (Cientista Social e pesquisadora de vulnerabilidade, coragem, merecimento e pertencer)

Eu comecei a me interessar pelo assunto depois de assistir uma entrevista com a Brené Brown. Tanto que comecei a assistir e ler tudo o que eu podia sobre ela e suas pesquisas. Eu comecei a olhar pra trás, a maneira como eu cresci, toda a vergonha que eu sentia quando se tratava de falar da minha família, da nossa situação econômica, de tudo que se passava em casa, que minha saída era omitir. Pra mim, como criança, se eu falasse como eram as coisas lá em casa, meus amigos de classe média alta iriam me rejeitar – e iriam mesmo! Porque eles não foram educados pra ter amiguinhos com problemas em casa, e que vinham de escola pública.

Falar disso abertamente já é em si, um ato de vulnerabilidade. Tirar esse peso das minhas costas, e da Izabelle de 5 anos, de 10 anos, e de 15, de 20 e 25 também é algo que me faz tremer, dá medo, mas que hoje eu vejo: não preciso esconder quem eu sou, o que passei, pra ser aceita em círculo algum. Não devo mudar quem eu sou pra criar conexões, elas devem surgir sem interesse, e as pessoas ao seu redor devem respeitar {não aceitar} como você é, seu passado, e o que você almeja pro seu futuro, sem certo ou errado. Sem perfeição. Sem julgamento. Apenas respeito.

Numa das Teds com mais visualizações da história, Brené fala sobre o Poder da Vulnerabilidade, lá em 2010 (assista a Ted aqui). Eu resumi essa Ted domingo passado numa live, e queria deixar o vídeo aqui caso tenha interesse em assistir.

Hoje, com 17 anos de pesquisa, 4 NY times best-sellers, Brené vem mudando a maneira das pessoas enxergarem vulnerabilidade e coragem, e ensinando ao mundo que ser vulnerável não é ser fraco, é ser humano.

Pra você se permitir ser vulnerável, você precisa de coragem. O mundo exige cada vez mais da gente, e exige que tudo seja perfeito. Se mostrar como você é, lutar pelo que acredita, entender que você pode sim se machucar, perder, falhar, tudo isso exige coragem.

Não encontramos muitas pessoas nos mostrando esse caminho, né? Que tudo bem errar, tudo bem não saber, tudo bem não ser igual ao que esperam. Muitos falam de humildade, mas o que é a humildade sem a vulnerabilidade?

  • Como isso me ajudou?

Eu comecei a entender melhor meus struggles (batalhas internas), percebi o porquê de algumas atitudes – tipo o medo que eu tinha de conhecer gente nova e ter que responder perguntas simples, que pra mim eram um pesadelo. Comecei a abraçar a mim mesma com respeito pela minha história, no lugar de sentir pena. Decidi que não é minha obrigação ser perfeita, e que realmente não caibo numa caixa – nem você cabe. E como falei no início, isso tudo vem me ajudando a curar feridas que tão ainda abertas, e que vinham machucando mais que nunca. Atrapalhando meu crescimento pessoal e profissional.

  • O que isso tem a ver com o design de estilo de vida?

Tudo. Se permitir ser vulnerável é sair da zona de conforto. Sair da zona de conforto é buscar crescimento. Quando você decide escrever sua própria história, e fazer com que ela vire realidade, é um risco. E grande. E isso foge dos padrões… e quem foge dos padrões, se coloca na linha de tiro – de julgamento, de rejeição. E tudo isso tá diretamente ligado à vulnerabilidade e coragem, gente.

  • Como podemos praticar a vulnerabilidade?

Segundo a Brené Brown, precisamos compreender que nós somos “suficiente”, que não podemos nem deveríamos querer ser perfeitos. Que devemos ser gratos pelo que temos, quem somos, então praticar gratidão. Parar com o medo de se machucar – e assim não esperar por garantias. Nada que fazemos tem garantia que vai dar certo: relacionamento, carreira, negócios, nada. E a gente deve admitir isso.

Quando foi a última vez que você se permitiu se sentir vulnerável?

 

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Bjo,
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2 respostas a “A Vulnerabilidade e Coragem e o Design de Estilo de Vida”

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